Dicas do que fazer para conseguir um emprego rápido

No último dia 30 de junho deste ano, 2020, o Brasil chegou a uma marca de 12,9% da população desempregada. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostra as dificuldades de o cidadão brasileiro conseguir um emprego ou manter-se empregado. Situação que se acentua em meio à pandemia do Coronavírus.

Mas afinal, por que é tão difícil conseguir um emprego? Quais as alternativas que o cidadão no Brasil pode tomar quando não se está empregado? Quais os benefícios oferecidos pelo governo federal para o povo desempregado? E quem ainda não conseguiu o emprego, mas precisa deixar as contas em dia, o que fazer para ganhar algum dinheiro nesse período desocupado?

Por que é tão difícil conseguir um emprego?

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística concluiu a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) no fim de junho, referente a taxa de empregos no Brasil no trimestre compreendido entre os meses de março, abril e maio. De fato, os dados mostram uma realidade preocupante no país: além da taxa de 12,9% de desemprego, a pesquisa ressalta que menos de 50% da população ativa no mercado de trabalho está sem emprego.

O IBGE informa que está é a menor taxa de emprego no Brasil nos últimos anos: desde 2012 não era tão baixa. A análise da pesquisa indica que, atualmente, o principal fator para essa queda das vagas de emprego no país é a pandemia. Desde que o Novo Coronavírus chegou ao país, em março deste ano, 12,7 milhões de brasileiros ficaram desempregados.

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A análise do mês de maio indica também que muitas pessoas desistiram de procurar emprego, devido à escassez de ofertas nas localidades causadas pela pandemia. Atualmente, 89,2 milhões de brasileiros mantêm-se empregados. Além disso, um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA) no ano passado aponta para a maior dificuldade entre os jovens de 16 a 24 anos para conseguir emprego.

Um levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) neste ano informa que os setores da construção civil e prestação de serviços foram os mais afetados pela pandemia do Novo Coronavírus. Mas, é válido lembrar que, mesmo antes da pandemia, o Brasil vinha em recessão econômica nos últimos anos, com já elevadas taxas de conseguir emprego.

As vagas que são abertas pelas empresas que se animam a contratar em meio à crise são amplamente disputadas pela população. A experiência, escolaridade, qualificação e até local de moradia e idade acabam contando nessas horas.

O que fazer quando não se tem um emprego?

A alternativa para aqueles que não têm emprego, como já vimos 12,9% no Brasil, é continuar procurando. As vagas de trabalho não caem do céu. Locais como o Sine e agora o novo Trabalha Brasil são locais que costumam mostrar as vagas disponíveis para o cidadão desempregado.

A internet também é uma ferramenta importante. Grupos de Facebook e perfis no Instagram são criados para troca de informações sobre locais que estão contratando, seja para contratos temporários, informais ou até mesmo com carteira assinada. Amigos também são sempre boas fontes, não só para indicações diretas, mas também indiretas sobre vagas de emprego.

Outra rede social importante, além do Facebook e do Instagram, é o LinkedIn, essa diretamente voltada para a busca de empregos. Assim, o usuário coloca as informações básicas, como escolaridade e área de atuação, podendo inclusive acrescentar portfólio, e o site pesquisa as vagas anunciadas por empresas em um raio determinado pelo próprio usuário.

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Benefícios para quem está desempregado

Com a crescente do desempregado, mas também baseando-se no índice histórico de pessoas em vulnerabilidade social, o governo federal brasileiro tem uma série de benefícios que podem ser solicitados pela população. O mais diretamente ligado à questão do desemprego é o próprio Seguro Desemprego, benefício concedido para aqueles trabalhadores que perderam a emprego sem justa causa.

Para ter acesso ao Seguro Desemprego é preciso cumprir alguns requisitos. Para o trabalhador formal, tem que ter trabalhado 12 meses nos últimos 18 meses para ter liberado o benefício pela primeira vez, por exemplo, de acordo com o site da Caixa Econômica Federal. Aliás, o valor da parcela do Seguro Desemprego leva em consideração a média dos salários dos três meses anteriores à dispensa e o trabalhador tem até 120 dias após a demissão para solicitar o benefício.

Àqueles que estão há mais tempo desempregados e cumprem requisitos de vulnerabilidade, o programa mais popular do governo federal é o Bolsa Família. Para recebê-lo, é necessário formalizar o Cadastro Único no município de origem. Além do Bolsa Família, o governo federal também disponibilizou, durante a pandemia, o auxílio emergencial de R$ 600 por mês. Mais detalhes sobre os acessos aos benefícios podem ser conferidos no site da Caixa.

Curso para arrumar emprego rápido

Atualmente no Brasil a oferta de cursos técnicos e à distância está em alta. Seguindo o movimento de ampliação de especialização da classe trabalhadora, em um momento de euforia econômica, a situação manteve-se após o período de recessão. Afinal, sem emprego, os candidatos precisam especializar-se.

Além de supletivos para conclusão das etapas de escolarização (ensino fundamental e médio), boas alternativas podem ser as áreas de técnico em enfermagem, técnico em nutrição, logística, meio ambiente e mecânica. Além disso, áreas de marketing e empreendedorismo também estão em evidência no país.

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O que fazer para ganhar dinheiro quando está desempregado?

Cresce no Brasil, assim como no mundo inteiro, o trabalho sem carteira assinada. Uma solução rápida, àqueles que possuem carteira de motorista, são os aplicativos de carona, sendo o Uber o mais famoso. São inúmeros os casos de pessoas que, ao verem-se sem emprego formal, trilharam a vida de motorista de aplicativo.

A pandemia do Coronavírus também aumentou a demanda por entregadores de comida e para isso nem carro precisa ter: basta uma bicicleta. Alternativas caseiras, como por exemplo fazer comida para vender, também podem ser um bom caminho.

Sem emprego formal e carteira assinada, com tempo livre para novos desafios, a procura por bicos e vagas temporárias podem ajudar na manutenção das contas enquanto o emprego não chega.